Histórico da Paróquia de São Jorge Mártir
(Texto adaptado do original escrito pelo Pe. Joaquim Ximenes Coutinho)
Os Primórdios
Tudo começou em maio de 1954, quando o Pe. Paulo Horneaux de Moura Filho, recém ordenado sacerdote, foi indicado pelo Exmo. Sr. Bispo Dom Idílio José Soares, para iniciar "um trabalho de nucleação nas Casas populares da Bacia do Macuco".
Padre Paulo começou a reunir o povo e celebrava a Santa Missa na Praça do Mercado que servia para abastecer, inicialmente, os construtores do conjunto residencial e, mais tarde, os primeiros moradores. Antes de se construir o templo, havia no local uma quadra de esportes, foi esse o primeiro lugar das celebrações.
Construção do Salão
O terreno foi doado pela Municipalidade.
Primeiro foi construído o Salão Paroquial com o conjunto de salas no térreo. A praça tinha outro formato, indo até a rua Dr. Celso da Silva Pontes (as casas das vielas localizadas nos fundos da Igreja ostentam numeração da Praça Rubens Ferreira Martins, antiga Praça do Mercado).
Em 1959, saiu o Pe. Paulo e veio o Mons. Manoel Pestana (hoje bispo da Diocese de Anápolis/GO), que aqui trabalhou até 1964. Com a chegada de Mons. Pestana as celebrações foram transferidas para o pátio interno da Escola Auxiliadora da Instrução.
Por esse tempo deve-se ter trabalhado muito para erguer o bloco do Salão Paroquial, porque, a partir de 1964, os atos de culto passaram todos para lá.
Criação da Paróquia
No dia 29 de setembro de 1971, o Exmo. Sr. Bispo, Dom David Picão, exara o decreto de criação de quatro novas paróquias: Sagrado Coração de Jesus, São Benedito, São Jorge em Santos, mais a Paróquia de São Francisco de Assis, em Cubatão.
Reproduzimos o teor do decreto na parte que se refere à Paróquia de São Jorge.
"Dom David Picão, por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica, Bispo de Santos, aos que este Nosso Decreto virem, saudação, paz e bênção no Senhor.
Para melhor atender às atuais necessidades pastorais da Diocese, depois de ponderar os vários aspectos da problemática territorial e jurídica vigentes, ouvidos o Conselho Presbiteral (que designou especial comissão para estudar o assunto), os interessados e os membros do Colendo Cabido Diocesano, havemos por bem criar, como de fato o fazemos, por esse nosso decreto, as seguintes Paróquias: (...) e uma terceira sob o título de São Jorge (...).
As novas Paróquias da cidade de Santos terão os seguintes limites: (...) Paróquia de São Jorge (Casas Populares): Inicia-se no ponto onde a Rua Almirante Tamandaré cruza a Avenida Siqueira Campos-Canal da Bacia. Segue-se até encontrar a Avenida Afonso Pena. Daí toma a direção da Avenida Almirante Cócrane, seguindo por uma linha paralela à esquerda da Avenida Afonso Pena, chegando depois pela Avenida Almirante Cócrane até o Estuário. Acompanha paralelamente o Estuário até o início da Avenida Siqueira Campos, pela qual segue até encontrar o ponto inicial destes limites. (...)
Dado e passado em Nossa Cúria Diocesana, sob o Nosso Sinal e Selo de Nossas Armas, aos vinte e nove de Setembro de mil novecentos e setenta e um, na festa litúrgica de São Miguel, São Gabriel e São Rafael Arcanjos.
+David, Bispo de Santos.
Por mandato do Exmo. e Revmo. Sr. Bispo Diocesano, Diácono José Benedito dos Santos, Chanceler do Bispado. Prot. 26 L.D, Fls.17."
Provisão do Primeiro Pároco
Na mesma data de criação da Paróquia, o Sr. Bispo emitiu também a Provisão do Primeiro Pároco:
"Fazemos saber que, atendendo ao bem espiritual dos fiéis confiados ao nosso cuidado pastoral, havemos por bem, pela presente, prover o cargo de Pároco da Paróquia de São Jorge (Casas Populares) no bairro do Estuário, com faculdades de praxe na Diocese, o Revmo. Sr. Cônego Paulo Horneaux de Moura Filho.
Desempenhará este cargo, como convém ao serviço de Deus e ao bem espiritual dos seus paroquianos. Como sacerdote, e mais ainda, como pastor de almas, deverá observar fielmente as obrigações inerentes à vida sacerdotal, sem jamais esquecer a pureza de costumes, a gravidade e o decoro do próprio estado, e o que mais prescrevem os sagrados cânones e as disposições diocesanas.
Exercerá pleno uso de ordens no Bispado, como sacerdote aprovado, enquanto estiver esta em vigor.
Considere o alto cargo que lhe confiamos, lembrando-se que dará estritas contas a Deus Nosso Senhor na parte que lhe tocar, além do mais a que é obrigado perante a Autoridade Diocesana.
Esta provisão, quando de sua primeira publicação, será lida aos fiéis e registrada no livro do Tombo para constar.
Dada e passada em Nossa Cúria Diocesana, nessa Episcopal Cidade de Santos, sob Nosso Sinal e Selo de Nossas Armas, aos 29 de setembro de 1971.
+David Picão, Bispo Diocesano"
Instalação da Paróquia
A Paróquia foi instalada no dia 26 de dezembro de 1971, às 7 horas, com uma Missa presidida pelo Bispo Diocesano, Dom David. Picão, também foi dado posse ao primeiro Pároco, Côn. Paulo Horneaux de Moura Filho. A Missa teve lugar no salão Paroquial, pois o templo só pode ser utilizado a partir de 1973.
Assinaram a ata de instalação: David, Bispo de Santos, Côn. Paulo Horneaux de Moura Filho, Diác. José Benedito dos Santos, Bazílio Sin..., Sebastião Mateus Pereira, Ludugério Lisboa Feitosa, José Mario F. Gafanha, Abílio Luiz, Antônio Fernando, Balbina Pedroso, Ana Amorim do Prado, Odete Gomes Alves, Maria Trajano Ataíde, Maria Shmidt Costa, Helena Nás Antão, Feliciana de Abreu Nunes, Maria Valdete Silva, Alice Coelho Martins, ilegível, Leonida da Silva Luiz, João Silva, João Egídio Bruno dos Santos, Antônio Casimiro Gomes, Ana Pagani de Souza, José Sousa Lima, Virgílio Pereira, Elvira Sauer Alves, Pierina Bertossi dos Santos, Flora Gonçalves Costa, Virgínia de Freitas Gonçalves de Abreu, Ermelinda Rosa, Maria de Lourdes Natário Neves, Maria Ó Natário, Cordolina de Sousa Siqueira, Francisco Alves, Sílvio de Almeida, O. Antônio, Firmino Gomes Ornelas, Antônio Ferreira, Mário Ornelas, Luiza Santos Simões.